Minha vida sem mim

This is you. Eyes closed, out in the rain. You never thought you’d be doing something like this. You never saw yourself as, I don’t know how you’d describe it, as… like one of those people who like looking up at the moon, or who spend hours gazing at the waves or the sunset or… I guess you know what kind of people I’m talking about. Maybe you don’t. Anyway, you kinda you kinda like it being like this, fighting the cold and feeling the water seep through your shirt and getting through to your skin. And the feel of the ground growing soft beneath your feet and the smell. And the sound of the rain hitting the leaves. All the things they talk about in the books that you haven’t read. This is you.
É assim que inicia o filme ao qual assisti ontem: Minha vida sem mim (My life without me, 2003).
Imagine ter 23 anos e receber a notícia de que você tem apenas dois ou três meses de vida. A personagem Ann (Sarah Polley) não teve tempo para imaginar. Depois de passar mal e se submeter a uma ultra-sonografia, descobre ter câncer nos dois ovários. Ann é casada, tem duas filhas pequenas e mora num trailer no quintal da casa de sua mãe.
Sem querer compartilhar com ninguém a sua doença, passa a listar uma série de coisas que precisa fazer antes de morrer, como gravar mensagens para as suas filhas até que elas completem 18 anos, visitar seu pai na prisão e fazer alguém se apaixonar por ela.
O filme deixa claro que diante da iminência da morte, Ann passa a viver mais intensamente e se permite fazer coisas que nunca teria experimentado não fosse a notícia do seu pouco tempo de vida.
O Charles Feitosa em seu livro “Explicando a filosofia com arte” comenta a respeito de uma cena do filme Clube da Luta em que o personagem do Brad Pitt (Tyler) simula execuções de pessoas comuns, com o intuito de antecipar o medo da morte e fazer com que elas reavaliem suas escolhas e comportamentos: “Só quando você perde tudo é que se torna livre para fazer qualquer coisa”, diz Tyler em um certo momento.
É que às vezes é preciso morrer um pouco para que se viva mais feliz. Mesmo que a morte apareça representada por um filme com temática clichê que te faça chorar até o momento dos créditos finais.
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Tags: câncer, filme, minha vida sem mim, morte, vida
para Francisco,
“Um homem tem morte súbita, dois meses antes do nascimento do seu único filho. Assim nasce este blog. Tentando entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos pela viúva e mãe que, no caso, sou eu. Muitos questionamentos. Muitos raciocínios. Muito aprendizado. E uma pressa em falar para o Francisco sobre seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma (só por garantia).”
Descobri o blog da Cristiana Guerra numa sexta-feira, assistindo o Globo Repórter. De lá pra cá, assino o feed e acompanho de perto sua história. Na maioria das vezes ela me faz chorar, mas não é de tristeza, não. Afinal, a mãe do Cisco não costura o luto nem se permite ver a morte como sendo destrutiva, inimiga da vida ou mesmo do amor que ela nutria pelo pai do Francisco. Escreve lindo, sim, e, sem pretensão, nos ensina que diante da morte todos os nossos problemas são pequenos e tudo aquilo com que se sonha tem urgência absoluta, é pra ontem. E é isso que me emociona. Quanta força um filho pode doar à sua mãe?
Agora o blog virou livro e está à venda nas livrarias Saraiva e Cultura. O meu exemplar é esse que ilustra o post lá em cima. Vocês ainda podem conferir a Cris pessoalmente no lançamento do livro em Belo Horizonte (18) e São Paulo (25) nos próximos dias. Para saber mais detalhes, acesse aqui.
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Tags: blog, cristiana guerra, literatura, para francisco
A coisa rosa
Não, esse não é um blog de culinária, mas eu tinha duas latas de leite de condensado em casa e nenhuma criatividade, por isso o brigadeiro crocante e a coisa rosa. Chamo de coisa porque eu realmente não saberia dizer o que é isso, e é assim que a gente chama tudo que existe e aparentemente não tem um nome.
Alguns juram que é brigadeiro de gelatina, mas eu sempre pensei que brigadeiro precisava levar chocolate…
Ingredientes:
- 1 pacote de gelatina sabor morango
- 1 colher de sopa de margarina
- 1 lata de leite condensado
Modo de preparo:

1. Misture o leite condensado, a margarina e o pacote de gelatina.


3. Mexa bem para dissolver a gelatina. A cor assusta, eu sei.
4. Quando começar a soltar da panela, é hora de tirar.

5. Polvilhe um pouco de açúcar e está pronto!


Não posso mentir para vocês, no começo dá, sim, medo de comer, mas é gostoso. Fica melhor se adicionar coco ralado, porque o morango da gelatina é bem azedinho e o coco enfraquece um pouco o sabor.
Outra dica também, dada pela Carol, é fazer a gelatina normal e, depois de pronta, bater no liquidificador com leite condensado. Essa ela garante. É ‘diliça!
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Tags: docinho, gelatina, leite condensado, morango, rosa
Brigadeiro crocante
Adoro alimentos crocantes. Salgadinhos, casquinha de frango, torrada… Fez “croc croc” tá pra mim! Esse barulhinho característico, de alguma forma, parece dar um sabor a mais à comida. E, pensando nisso, hoje incrementei meu brigadeiro numa receita que você confere abaixo:
Ingredientes:
- 1 lata de leite condensado
- 1 pacote de biscoito recheado
- 1 colher de sopa de margarina
- 2 colheres de sopa de chocolate em pó
Modo de preparo


1. Triture o biscoito recheado e separe. Pode ser de qualquer sabor. Usei de chocolate porque realmente era o único que eu tinha.


2. Misture o leite condensado, o achocolatado e a margarina, como numa receita de brigadeiro tradicional.
3. Depois que começar a borbulhar, é hora de adicionar os biscoitos e mexer um pouco. Se adicionarmos antes ou demorarmos muito, eles irão derreter e não ficarão crocantes.


4. Agora é colocar numa travessa e esperar esfriar.
5. Para você não aguardar muito, a dica é encher uma travessa com água e gelo e colocar o brigadeiro em cima.


Depois de pronto, nem preciso dizer o que fazer né?
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Tags: biscoito, brigadeiro, recheado
Essa que me faz companhia
Sou apaixonada por música. De todas as artes, é aquela que mais prontamente fala ao meu coração. É ela que me dá energia instantânea quando essa me falta, é ela que desperta lembranças, proporciona pensamentos criativos e sentimentos agradáveis.
O Victor Hugo dizia que “a música está em tudo. Do mundo sai um hino”. E não é que é verdade? A música é capaz de nascer da natureza livre, como o som da chuva golpeando a vidraça, o canto de uma baleia e o vento soprando fininho naquela abertura da janela que você não fechou direito. E no meio disso tudo encontramos companhia. Porque, como bem disse o Robert Browning, “quem ouve música sente a sua solidão de repente povoada”. Não há espaço para se sentir sozinho quando viajamos no mundo dos sons. Lá, nem procuramos nos lembrar. Recuperamo-nos do cansaço do espírito e das feridas da vida, encontramos a música em nós. Depois, temos a idéia de que nos livramos de tudo que pesa, e nos movimentamos com desembaraço, ágeis. Dançamos. Reverenciamos. E nos deixamos nos levar mais uma vez para um mundo no qual todas as notas nos fecundam na mesma medida.
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Tags: música, robert browning, victor hugo
Curtas #01
Ontem eu “assisti” o suspense Espelhos do Medo (Mirrors) no cinema. Eu e a Gabi pagamos R$ 6,00 para ficar nos escondendo atrás das mãos e de olhos bem fechados. O engraçado é que eu sempre digo que “nunca mais pago para ter medo” e na hora de comprar o ingresso eu esqueço. Quem gosta de inquietação, susto e sangue, pode ir lá conferir. Eu sabia que devíamos ter ido assistir High School Musical 3!
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Também ontem, para compensar todos os sobressaltos que tive e distrair a mente, fui à livraria Siciliano e comprei Doidas e Santas (Martha Medeiros), Love (Stephen King), Beatlemania (Ricardo Pugialli) e o DVD Shakespeare Apaixonado da Cinemateca Veja. Comprar livros me faz esquecer quaisquer fantasmas.
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E essa semana eu começo a estudar para o concurso do Ministério do Trabalho, cargo de agente administrativo. São 1.628 vagas para nível médio em todo o Brasil! Pena que já esteja tão pertinho e a prova caia na semana de Natal, mas vamos que vamos… O edital vocês conferem aqui.
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Tags: espelhos do medo, filmes, literatura, mirrors
III Festival Aumenta que é rock
Sexta-feira (31) foi um dia cheio. Pela manhã eu fui da faculdade direto pro estágio na Caixa Econômica Federal, de lá para a Justiça Federal assistir as palestras “O crime organizado na visão da Convenção
de Palermo” e “As reformas no Código de Processo Penal”, depois passei em casa, comi alguma coisa, tomei um banho rápido e fui parar no centro da cidade às 22:00h para assistir o III Festival Aumenta que é rock.
O festival, em sua terceira edição, aconteceu no Galpão 14, que, em minha opinião, tem uma estrutura péssima em qualidade de som e acomodações. Tá certo que ninguém vai a um show esperando ficar sentado e que aqui em João Pessoa não temos muitas opções, mas e quando a gente cansa as pernas, senta no chão urinado mesmo? Eu contei seis cadeiras de plástico na pista, sendo uma para o pessoal da filmagem do evento. Eu tentei sentar nela.
Assim que cheguei ao Galpão 14, uma das bandas já estava se retirando do palco, dando vez à Venus Volts fazer os ajustes no som para entrar. Acertar tudo nos poucos minutos de intervalo de uma banda para outra não é fácil. No começo, o som ficou um pouco oscilante e com bastante microfonia, mas foi rapidamente resolvido já na segunda música.
A Venus Volts é de Campinas, São Paulo, se autodenomina rock, indie e grunge, e conta com 4 integrantes: Trinity (vocal), Pellê (guitarra e vocal), Du (bateria) e Dinho (baixo). De todas que ouvi, foi a que mais gostei. Mesmo! Nem a badalada banda Forgotten Boys, também de São Paulo, me fez tirar o pé do chão. Na real, achei todas as músicas muito parecidas. As pessoas estavam se matando na frente do palco e pulando, mas acho que era por causa do Chuck. Gostei bastante das músicas Crucicfy and burn me cantada pelo Pellê (que muitas vezes lembra o Robert Smith do The Cure) e Paper Boards cantada pela Trinity.
O Galpão 14 não estava lotado, e as pessoas pareciam tão indispostas que deu pena. Quem vai à um festival não precisa conhecer todas as bandas, tampouco as músicas, precisa? Achei que a idéia era justamente ouvir coisas diferentes e prestigiar as bandas novas. E foi isso que eu fiz até às 03:30 da manhã. Pulando, cantando sem saber as letras e bebendo muita água.
No final ainda passei na “lojinha” montada de última hora da banda Venus Volts e adquiri um CD com oito faixas de altíssima qualidade. Ouvir a banda ao vivo e no CD é a mesmíssima coisa, tamanho é o talento do pessoal.
Virei tiete.
Acessem o MySpace da banda aqui.
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Tags: festival, rock, venus volts
Por onde anda Steven Warner?
Gostaria de saber se alguem tem noticia do Steven Warner que fez o papel do Pequeno Principe no filme? E se ha alguma foto recente ou mais recente dele? Nao consigo achar nada na internet. (Myrian)
Também estou procurando informações do ator que interpretou o Principezinho mas não encontro nada. Se alguém encontrar, por favor me passe. Vlw!!! ;-) (Pedro)
Desde que falei aqui sobre o filme “O Pequeno Príncipe”, Steven Warner, o garotinho que interpretou o personagem principal no sensível
musical de 1974 é campeão no termo de busca do blog. Todo mundo quer saber que fim levou o ator mirim. Para descobrir o paradeiro do pequeno, primeiro fiz uma busca superficial no Google, na qual também não achei absolutamente nada. Imaginei logo que talvez ele tivesse morrido precocemente, mas, com termos de busca mais específicos, descobri que o Steven Warner é hoje supervisor de efeitos especiais em filmes! Ou seja, por estar sempre por trás das câmeras, não há registros detalhados, tampouco fotos, nem mesmo nos sites especializados de cinema do exterior. É que depois de “O Pequeno Príncipe” ele jamais atuou. No entanto, trabalhou em muitos filmes como supervisor de efeitos especiais, a exemplo de Mata-me de prazer (2002), Gladiador (2000), Limite Vertical (2000), Titio Noel (2007), Um bom ano (2006), Os Thunderbirds (2004), entre outros.
As fontes não são confiáveis, mas há quem diga que esse cara aí do lado é o Steven Warner. Ele também estaria trabalhando na Universidade da Virgínia, no departamento de Teatro, como diretor técnico. Fora o fato dele ter reduzido drasticamente a cabeleira, faz sentido, né?
Leia também: O Pequeno Príncipe
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Tags: adulto, efeitos especiais, little prince, pequeno príncipe, steven warner
Rá-tim-bum!

Hoje papai faz 54 anos. Quando eu era pequena, imaginava que quando ele chegasse a essa idade já teria os cabelos brancos e seria tratado pelos outros por senhor – não um tratamento respeitoso, mas dispensado aos homens de bastante idade. No entanto, os anos não lhe mudaram nada. Os cabelos brancos não apareceram, seu humor continua intacto e as pessoas ainda o chamam pelo nome. Arrisco até dizer que ficou mais bonito e saudável, pois finalmente largou o cigarro, voltou a pedalar na praia e aprendeu a apreciar um bom prato de acelga e alface. Papai também aprendeu a mexer no Photoshop e, recentemente, criou até um blog para demonstrar seu descontentamento com as coisas que lhe cercam. É uma pessoa que ainda se impressiona com o mundo, e eu o admiro por isso. O que papai não aprendeu foi a lidar com seu perfeccionismo e a não ficar desgastado com coisas que não têm pouca ou nenhuma importância. Mas estou certa de que para isso falta um pulo. Ou não. É que papai, aliado a isso tudo, ainda é muito teimoso…
Prometa ficar muitos anos comigo, papai, e eu esqueço a teimosia.
Te amo.
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Tags: aniversário, papai
Papai e sua moto

Mas Vital comprou a moto e passou a se sentir total
Vital e sua moto, mas que união feliz
Corria e viajava, era sensacional
A vida em duas rodas era tudo que ele sempre quis(Vital e sua moto – Paralamas do Sucesso)
Tem gente que insiste em dizer que moto não foi feita para cair, mas estou para ver motociclista que ainda não tenha ido ao chão.
Papai sabia disso quando comprou uma Yamaha 350. Acidentou-se três vezes e hoje só dirige carro.
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Tags: moto, papai, yamaha 350


















