Era uma vez…
Ontem você me pediu que eu contasse uma história. Para dormir, você disse. E eu, cansada, te contei uma versão sem graça que só tinha começo e fim. Era uma vez e felizes para sempre. Você riu e eu acho que também se conformou, porque logo fechou os olhos e dormiu. E, entregue ao sono, não me ouviu dizer:
Era uma vez um homem e uma mulher que se apaixonaram.
Porque é isso que acontece em histórias assim. Os dois tropeçam um no outro pelo caminho e descobrem que seus corações batem no mesmo compasso e que a vida sem o outro não é nada mais que uma memória distante, uma canção esquecida.
E esquecem. Esquecem, da mesma forma, como era com eles também um minuto atrás. E ele já não a espera mais para dormir, limitando-se a sonhar com ela todas as noites. E ela passa o dia escrevendo, aparentemente alheia ao que está acontecendo. Mas é que mesmo quando ela escreve para outros, ela pensa nele. Ela escreve como se fosse pra ele e se surpreende como as palavras saem cristalinas e sem dificuldade.
Ele partiu seu coração uma vez, é verdade, mas ela também partiu o seu. E continuaram juntos, ainda assim. Corações remendados, mas cheios de amor. Como vaso que quebra e precisa de emendas para se regenerar, emendas que o deixam mais forte naquele lugar que antes estava fragilizado. Até o dia que não será mais preciso derramar argila, porque todos os pontos foram destruídos por um e reparados pelos dois, juntamente. Pra sempre. Você acredita nisso também?
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Tags: amor, conto
Cresci jogando video game. Mega Drive, Super Nintendo, Nintendo 64 e, finalmente, Playstation. Mesmo com meus vinte e um anos na cara, eu ainda me sinto atraída por
eles. Já não tenho tanto tempo de ócio a ponto de me dedicar a zerar todos os jogos que possuo, mas ainda me permito jogar no período das férias.
E foi nas férias do começo desse ano que eu conheci Guitar Hero III - Legends of Rock. Vi o irmão de um amigo meu jogar e fiquei super tentada. Comprei. O objetivo do jogo, a princípio, parece bem simples: acertar os botões e, dessa maneira, executar a música com perfeição - o que lembra bastante aquelas máquinas de dança que vemos no shopping, a exemplo do Pump It Up. O que eu não sabia é que também precisa de uma enorme coordenação motora e dedos ágeis. Porque, se no começo do jogo as notas aparecem com um grande intervalo de tempo que te permite pensar, com o aumento da dificuldade, a sua resposta tem que ser quase automática e com a mesma precisão.
Mas esse jogo me fascinou mesmo foi pelo conteúdo, totalmente musical. O fato de ter a chance de escolher o delicioso do Slash, ex-guitarrista do Guns N’ Roses, também contou um pouco, é verdade, mas bem pouquinho, tá? Tem bastante coisa conhecida, como “Rock and Roll All Nite” do Kiss, “Welcome to the Jungle” do Guns N’ Roses e “Paranoid” do Black Sabbath, entre outros. Mas tem bandas que nunca ouvi falar e músicas que eu não conhecia, como “I’m in the Band” do Hellacopters, “Through the Fire and Flames” do DragonForce e “Hit Me With Your Best Shot” da Pat Benatar, que são tudo de bom.
No entanto, a grande descoberta ficou mesmo com “Radio Song” do Superbus, uma música que nem integra o jogo oficialmente, mas aparece como faixa bônus. Fiquei tão gamada que decidi procurar mais a respeito da tal banda. Descobri, então, que ela é francesa, que o vocal feminino é fixo (Jennifer Ayache) e tem três álbuns lançados: Aeromusical, Pop’N'Gum e Wow.

Recentemente consegui baixar os três CDs. Algumas faixas são em inglês, outras em francês. Independente do idioma, a moça manda muito bem e eu só tenho vontade mesmo é de dançar ouvindo “Let me hold you” e “Travel the World” e, por que não?, imaginar-me tocando guitarra em “Rock à Billy” e “Peu de Douleur”, todas do CD Wow, meu preferido.
| 1. Rock à Billy | 7. Peu de Douleur |
| 2. Ramdam | 8. Let me hold you |
| 3. Butterfly | 9. On Monday |
| 4. Over You | 10. Travel the World |
| 5. Lola | 11. Jenn Je T’Aime |
| 6. Tiens le Fil | 12. Ca Mousse |
No Last.fm tem músicas para baixar e ouvir na íntegra. Clica aqui.
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Tags: música, video game, guitar hero, games, superbus
Meninos e meninas
“Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas…“
Ontem fui pega de surpresa. Duas grandes amigas minhas de longa data se assumiram gays. Na hora eu não consegui pensar muito nem falar. Fiquei tentando processar aquela confissão, quando, na verdade, não tinha muito o que entender. A surpresa calou minha boca, não porque eu censuro a opção sexual delas, mas porque eu tinha certeza que as conhecia e o fato novo parecia me dizer que não era bem assim.
Fiquei chateada, e elas disseram que era normal me sentir assim. Perguntei por que eu demorei tanto a saber disso, e elas disseram que é porque nem elas estavam certas do que estava acontecendo. Então eu fiquei triste, porque eu queria ter estado lá por elas na hora da dúvida e da insegurança e não pude. E eu disse que isso não mudaria nada, e elas ficaram aliviadas em poder terem certeza disso.
O terceiro sexo ainda não é visto com bons olhos pela sociedade, mas pra mim é indiferente. Um amigo meu certa vez disse que era como chuchu. Alguns gostam de chuchu, outros não. Chuchu pra ele não tem gosto e por isso ele não come. E só. Quem gostar de chuchu que se empanturre, porque na feira tem aos montes.
Amo as duas como irmãs. São lindas e ficarão comigo até o resto da minha vida. Só queria que soubessem.
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Tags: amizade
O benefício da dúvida
Texto escrito em 2003.
E se as drogas fossem legalizadas? Num primeiro momento, a simples menção de legalização das drogas é assustadora, mas quando se pára para pensar na possibilidade de isso vir a acontecer é que temos idéia do quão complexa é essa questão.
A humanidade sempre fez uso de algum tipo de droga, estão aí o cigarro e o álcool que não me deixam mentir, mas cada época condena a droga que merece, e a bola da vez parece ser a maconha. Considerada fraca em relação às outras drogas sinteticamente produzidas, a exemplo do ecstasy, sua liberação é defendida por ser natural e não ter registros de morte causada pelo uso.
Tomando como base que os males causados por essa droga afetem unicamente o usuário, é visível que não teria problema nenhum em torná-la legal. Não sou a favor do uso dessa droga, no entanto, ainda penso que ela poderia, sim, ser legalizada, mas, por se tratar de Brasil, eu não sou a favor. A idéia de liberar é, antes de qualquer coisa, uma resposta de desespero à nossa situação atual no país, e não uma solução para o problema.
Ao meu ver, a liberação para o uso da maconha não solucionaria a violência, não cessaria o tráfico ou os problemas sociais acarretados ao usuário. O que causa a violência é o desemprego. Se não é o trafico de drogas que vai comprar arma, vai ser o tráfico de carros roubados, o seqüestro relâmpago ou à mão armada… Essa premissa é por demais utópica. O que é fato é que, em um futuro não muito distante, as drogas serão legalizadas, pois o uso das mesmas será tolerado pela sociedade, a começar pela maconha até chegar a todas as outras drogas, assim como aconteceu com o álcool e o cigarro. Mas esse ainda será um processo muito lento.
O Brasil não tem estrutura para a legalização. Consigo até imaginar, em um primeiro momento, o que aconteceria se legalizassem toda as drogas: o nível de atendimento por overdose nos hospitais cresceria, exércitos zumbis tomariam as ruas e poderíamos ver o Ronald Mc Donald e sua turma sorridente num comercial de televisão dizendo: “enjoy maconha”. No Brasil? Eu acho melhor não.
É tão estranho ler a Paula do ano passado ou de 2003. Parece que não sou eu. Não me recordo das palavras e cada linha é uma surpresa pra mim também.
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Tags: drogas, legalização, maconha
Aderi ao Twitter
Eu já tinha visto o Twitter em vários blogs, mas nunca me animei para me cadastrar. Em parte porque é mais uma rede social e eu mal dou conta de Orkut, Flickr, Last.fm e adjacentes; por outro lado, porque todas as twittadas que eu acompanhei eram muito bobas e se resumiam a coisas como “estou com fome”, “assistindo televisão” e “eu quero a minha mãe”. É que a pergunta do site é “What are you doing?” (O que você está fazendo?) e você tem um espaço com apenas 140 caracteres para responder, então não dá para enfeitar muito nem fazer um ensaio detalhado sobre qualquer coisa.
Hoje, no entanto, num momento de ócio profundo, aderi ao Twitter. Eu sei que o volume da internet é muito grande e não dou conta de acompanhar tudo que acontece, mas me recuso a ficar alheia também. Ainda não sei exatamente o que fazer com ele, tampouco como usá-lo, mas feito ele está. Ganhou até um botão colorido no meio desse layout todo preto e branco. (lá embaixo, ó)
Fuçando um pouquinho achei algumas twittadas interessantes. Pessoas que compartilham de forma sucinta suas idéias e opiniões, linkam bons textos, lançam questionamentos e contam um pedacinho do seu cotidiano de forma colorida:
@lent Fundamentos da aviação: a pessoa que senta do seu lado é sempre do mesmo sexo e, no melhor dos casos, seus braços não invadem sua cadeira.
@interney Nos últimos dias o mundo tem mudado de cores e trilha sonora e cada vez que me olho no espelho vejo uma pessoa diferente.
@crisdias Petition não, gente. Tem que mandar e-mail pros senadores.
@marcogomes Ao invés de avisar a família que decolei/aterrisei, vou mandar eles acompanharem meu twitter. Ruim vai ser explicar que @[nickname] não é e-mail.
“O que você está fazendo?” A quem interessar, estou aqui: @paulathemis.
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Tags: rede social, twitter
Nem garfo nem faca
Eu e meus pais sempre almoçamos fora aos domingos. Quando a preguiça é mais forte que a vontade de comer, pedimos em casa, mas fumaça da cozinha não sai.
Meus pais estão viajando, eu tenho habilitação para dirigir, mas não dirijo, e hoje eu tive preguiça até para ir ao meu restaurante favorito, que é, literalmente, ao lado da minha casa. Eu e minha irmã (também terrivelmente preguiçosa) decidimos adiar a refeição sagrada de domingo para o jantar, porque também não estávamos com tanta fome assim a ponto de comer um filé de sol inteiro com feijão, pirão de queijo, arroz de leite, macaxeira e paçoca.
Agora à noite pedimos pizza. Metade frango com catupiri, metade chocolate. Nunca comi uma pizza doce que me agradasse, mas continuo insistindo.
- Não sei por que eu ainda coloco talheres na mesa quando vamos comer pizza. – disse a minha irmã.
- Como assim?
- Ah, a gente começa a comer com talher, mas depois come mesmo é com a mão, como a Malandrinha.
Meu Deus, A Malandrinha (Curly Sue)! Eu acho que assisti esse filme todas as vezes em que passou na Sessão da Tarde. Era uma das minhas comédias favoritas. Vê-la levantando da cama de madrugada só para cantar o hino dos Estados Unidos era impagável! Alguém lembra?
Registro aqui para não esquecer: quando for comer pizza, dispensar os talheres.
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Tags: curly sue, filme, malandrinha, pizza
Liga da Justiça
Eu adoro desenho animado, mas não consigo gostar de Bob Esponja, Hi Hi Puffy AmiYumi, Ben 10 e Robotboy. Aliás, os desenhos atuais estão muito aquém dos que eu costumava ver quando criança: Cavalo de Fogo, Ursinhos Carinhosos, Popples, Mr. Bumpy, O fantástico mundo de Bob, Capitão Planeta, Caverna do Dragão, Thundercats, Ursinhos Gummi, Snorks, Ducktales, Doug Funny, entre outros. Antigamente eu assistia toda a programação infantil porque gostava de todos os desenhos, hoje eu acompanho o Bom Dia & Cia só esperando a hora de começar a Liga da Justiça - Sem Limites.
A primeira vez que assisti Liga da Justiça – Sem Limites foi no começo deste mês, na semana de reposição das provas da faculdade. O episódio se chamava Brincadeira de Criança. Nele, Morgana Le Fay e seu filho Mordred descobrem um amuleto mágico em
uma ruína. Cansado de ouvir sempre da sua mãe o que deve fazer, Mordred se apossa do amuleto e faz um desejo: nunca mais quer vê-la ou qualquer outra pessoa mais velha que ele. Aos poucos, todas as pessoas mais velhas que Mordred começam a desaparecer do planeta Terra e são mandadas para outra dimensão, inclusive a Liga. Lá, Morgana conta a eles o que aconteceu e os adverte que há uma maneira de reverter a situação. Então Batman, Mulher Maravilha, Super-Homem e Lanterna Verde são transformados em crianças de oito anos numa tentativa de salvar o mundo da mágica de Mordred. E a partir daí o episódio tem uma sequência de acontecimentos engraçados.
Assim que chegam à Terra, John, o Lanterna Verde, se dá conta que não consegue enxergar bem, porque, quando criança, usava óculos. Ele logo trata de materializar um, mas Super-Homem e Batman zombam da armação e ele materializa outro modelo, baseado nos óculos de um outro Lanterna Verde.

Antes de entrarem no castelo de Mordred, para roubar o amuleto, Diana, a Mulher Maravilha, sugere que se dividam. E então ela diz ao Bruce, o Batman:

- Acho que quero ir com o Clark, mas, se quiser, eu vou com você.
- Tanto faz - Bruce responde.
- Eu vou com a Diana - diz o Clark.
- Hummmm. Mudei de idéia. Eu vou com você, Bruce - diz Diana.
- Tanto faz - Bruce responde.
Nessa hora a Diana pega na mão do Bruce e partem juntos. O Super-Homem fica sem entender nada. É quando o Lanterna Verde emenda: “Para um cara com dezenas de visões diferentes você é bem cego, hein!”. Tão fofo. E a cada episódio eu fico torcendo que o Bruce ao menos deixe transparecer que gosta da Diana, mas até agora nada. O cara diz que não tem tempo pra esse tipo de coisa. E dispensar a Mulher Maravilha?! Tsc, tsc.
O fato é que quando eu gosto de algo, eu quero ler tudo a respeito. Por isso, encomendei no outro dia os 24 volumes da Liga da Justiça e Batman pela Estante Virtual. Paguei R$ 22,00 + frete por quadrinhos em perfeito estado. Eles datam de 1992, mas, juro, só têm as páginas amareladas, parecem novos. Chegaram ontem e eu ainda estou babando. Cada edição tem duas histórias, sendo uma da Liga da Justiça e outra do Batman. Estou na sexta e amando. Só tentando não ler rápido porque não quero que acabe.
O DVD da Liga da Justiça - Sem Limites já saiu e, conseqüentemente, já está na minha lista de desejos.
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Tags: liga da justiça, desenho, quadrinho
Eu quero me apaixonar por você. Eu quero acreditar que tudo que é bom é finito e, ao mesmo tempo, dar um crédito ao “felizes para sempre”. Eu quero segurar sua mão no sossego e apertá-la na turbulência. Eu quero ser a pessoa em quem você mais confia (esteja certo que eu daria qualquer coisa para ter essa responsabilidade). Eu não quero te trair, quero a capacidade de ser totalmente honesta e digna de confiança. Eu quero te dar paz. Eu quero ser o ombro para o qual você corre quando precisa de apoio. Eu quero ser os braços com os quais você sonha quando precisa de um abraço. Eu quero ser a pessoa por quem você procura quando quer ouvir uma palavra de carinho. Eu quero aquele sentimento de segurança que eu sei que você pode me dar.
Eu quero conversar com você sobre política, discutir sobre o amor e levantar questões sobre a vida. Eu quero que juntos desenvolvamos a nossa própria filosofia. Eu quero te ver sorrindo e sorrir junto, e por causa disso me apaixonar por você de novo. Eu quero encostar minha cabeça em seu ombro não porque tenho sono, mas porque é bom te sentir perto. Eu quero que você me abrace por trás e beije delicadamente o meu pescoço. Eu quero amar cada pedacinho do seu ser, porque juntos eles fazem o que você é. Eu quero beijo na testa e abraços apertados sem nenhum propósito.
Eu quero odiar seus jogos de futebol do mesmo modo que você odeia os Beatles. Eu quero que seus amigos gostem de mim, e eu quero gostar deles. Eu quero que você me ensine a jogar Guitar Hero para que eu ganhe “acidentalmente” de você. Eu quero que você diga que foi sorte de principiante para que eu possa abrir o jogo e dizer que, na verdade, eu já zerei todas as versões. Eu quero ser competitiva e apostar com você pelas coisas mais bobas do dia-a-dia.
Eu não quero que você vá. Eu quero esperar quando você se for, e quero ser o desejo de voltar quando você já tiver ido. Eu quero doer em sua ausência. Eu quero me sentir a pessoa mais solitária do mundo. Eu quero não me caber de excitação quando souber por telefone que você está voltando. Eu quero as tensões, frustrações e dificuldades de um relacionamento. Eu quero que você faça planos e tenha um futuro. Eu quero que você alcance o sucesso em vida, não apenas financeiramente. Eu posso não querer passar o resto da minha vida com você ainda, mas quero considerar isso algum dia. Eu quero que você signifique muito pra mim, eu quero…
¹Amor mi mosse, Che mi fa parlare. Dante Alighieri, em “A Divina Comédia”
Nota: não estou apaixonada, tampouco amando. É que a Cá disse que dá pra falar de amor sem estar vivenciando o sentimento e eu quis experimentar. Curti.
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Tags: amor, música, beatles, partitura
O importante é acreditar
Não tem nem uma semana que comecei um estágio voluntário no Fórum Cível da capital. Ainda nem tinha entregado os documentos necessários para a saída da minha portaria, e hoje uma coisa maravilhosa aconteceu: um funcionário da Caixa Econômica Federal me ligou, confirmando que passei no concurso que realizei no meio do semestre e sou a mais nova estagiária do setor jurídico. Começo na quarta-feira, mas devo me apresentar amanhã mesmo para receber algumas instruções.
Sabe quando você não se agüenta de tanta felicidade? Eu nunca passei em um processo de seleção remunerado desde que entrei na faculdade e, algumas vezes, até me permiti ficar deprimida por isso. E de repente agora, já em outro estágio, tentando outras coisas, receber essa ligação foi uma lição. É preciso tropeçar em pedras de vez em quando, é preciso ter expectativas frustradas e ilusões perdidas, mas, acima de tudo, é preciso seguir adiante, acreditar e perseverar, porque viver é esperar e não há túnel tão escuro que não ofereça alguma saída para a luz do dia.
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Tags: estágio, felicidade
Doutora em ABC
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